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Se querem ajuda, deem motivo para ajudar.

Mensagem por Cimberley Cáspio em Ter 13 Mar - 14:38

Por Cimberley Cáspio

O brasileiro só vai pra revolução se for na base do empurra, quer dizer, ser for empurrado. Tem que ser rebocado pra isso. Caso contrário, nem espere tal desempenho.

Os estudantes universitários são mais fáceis de serem influenciados e irem atrás de um líder carismático; no mais, tem que contratar mercenários, ou recrutar beneficiário de um programa de governo, como sem-terra por exemplo. E ameaçar. Se não for pra guerra, perde a terra. Se não ameaçar, o cidadão vai ficar lá cuidando da lavoura dele e tá nem aí pra quem vai ou não vai ocupar a cadeira presidencial em Brasília. De preferência e por opção, ele quer mais é ficar cuidando da terrinha dele. Tá nem aí se o fulano é corrupto ou deixa de ser.

É a característica e o perfil do brasileiro, vai fazer o quê? O PT quer fazer uma grande mobilização a fim de pressionar o STF para libertar Lula. Se vai conseguir número pra isso, é bem duvidoso. 

As Forças Armadas Brasileiras foram à guerra em 1945, porque foram obrigadas pelos EUA, e mesmo assim, chegaram lá já quase terminando a guerra. E por castigo por terem ido, foram usados como buchas de canhão.Sem estrutura nenhuma de combate, sem treinamento específico para o terreno que iriam lutar, mesmo assim, às custas de muitas baixas brasileiras, fizeram algumas conquistas significantes contra o poderoso exército alemão, já bastante cansado, desmotivado e abandonados a própria sorte. Dos soldados alemães sobreviventes, não viam à hora  de se renderem, comer alguma coisa, tomar um banho e esperar o momento de verem seus familiares.

O perfil do brasileiro é paz, amor, sexo, música, futebol e diversão. Umas broncas aqui, outras broncas lá, mas nada que abale o moral característico  da alma brasileira. Dá bronca, xinga, e na internet a gente até acha um pouco diferente. Mas ao vivo mesmo, só alguns casos isolados que não faz nem marolinha.

Enfim, pro brasileiro dar à sua vida em troca de algo, é preciso que esse algo tenha valor, como por exemplo, ser tratado como cidadão de primeira classe, independente  se seja rico ou pobre, porém apenas por uma razão, ser brasileiro; não ter suas encomendas atrasadas ou extraviadas pelo Correio; não receber salário mínimo e sim, um salário que seja suficiente pra prover uma família em suas necessidades básicas; ser bem tratado nas instituições públicas e autarquias e ter suas demandas atendidas por funcionários públicos de forma rápida e respeitosa; não ser discriminado e humilhado por ninguém, inclusive por patrão; ter habitação e terra por exemplo, sem burocracia perversa e com condições justas de pagamento; ser bem tratado no exterior pelas embaixadas brasileiras, como por exemplo, ter também suas demandas atendidas com celeridade e respeito, e, se algo aconteceu que não seja crime, não tiver recursos para voltar à Pátria, que a embaixada providencia o retorno à terra natal o mais rápido possível, inclusive providenciar transporte que leve até em casa; proteção e segurança com justiça, principalmente às crianças; atenção ao pobres do país verificando periodicamente se está tudo bem: saúde e subsistência; não tomar o bem do brasileiro, principalmente se for pobre, com exceção de alguma demanda judicial em que se comprove que a pessoa tem recursos para indenizar; não permitir em hipótese nenhuma que esteja faltando o alimento básico na mesa de cada família brasileira, independente se há ou não provedor; e ao chamado vadio, prover um salário para que esse viva como quiser, sem invadir direitos alheios, ou praticar crime. Nas questões de trabalho e negócios, principalmente com o governo, a preferência é do brasileiro. E se o brasileiro tem qualquer outro direito por questão natural, ou por lei, que esse direito lhe seja dado sem dificuldade. E se não tiver direito algum, que lhe seja atribuído algum direito. Estamos falando do cidadão brasileiro, e não de criminosos.

Nos países nórdicos a coisa é quase por aí, e sendo assim, não é difícil a partir daí mobilizar um povo, uma Nação. E creio eu, por um país assim, quem não luta para defendê-lo e se possível dá até a sua vida? Mas do jeito que somos tratados, como cidadãos de quinta categoria, fica difícil tomarmos partido em briga de poder político. Não ganhamos até agora e não acreditamos que vamos ganhar coisa alguma com mudança. 

O foco das lutas em geral é o poder. A habitação do pobre geralmente é ignorada. Dificilmente será tocada,ou, notada. Claro, com exceção de períodos de campanha eleitoral.

O presidente Temer que é investigado em processo de corrupção vai na casa da presidente do STF, conversar sobre o seu problema e tentar uma defesa. Que pobre nesse país consegue falar pessoalmente com um juiz? 

Se querem ajuda, então deem motivo justo para que se possa abdicar temporariamente do labor e da casa; mas se vão continuar nos tratando como povo vira-latas, então  que se danem.
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