EUA estão gravemente se atolando no Oriente Médio.

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EUA estão gravemente se atolando no Oriente Médio.

Mensagem por Cimberley Cáspio em Sex 9 Mar - 18:47

Por Doug Bandow - The National Interest e Aleksandr Khrolenko / reproduzido e editado p/Cimberley Cáspio

Será que Donald Trump enlouqueceu? Durante a campanha para presidente, declarou que governaria para a América e os americanos. Mas o que se vê, é um um mergulho insano em conflitos bélicos que nem precisa ser especialista para dizer que economicamente os EUA estão se afundando, e também se atolando cada vez mais no conflito sírio, o que terá consequências graves para o país sem quaisquer vantagens, escreve o colunista da The National Interest, Doug Bandow.

Embora Donald Trump nunca tivesse sido grande especialista em relações internacionais, no decurso da sua campanha eleitoral pelo menos um ponto do seu programa de política externa era razoável: os EUA têm que evitar participar das guerras insensatas no Oriente Médio. Apesar disso, a administração norte-americana formada por Trump continua se atolando no conflito sírio, afirma o autor.

De qualquer jeito, a perspectiva de participar de uma guerra civil em que combatem vários agrupamentos armados não tem muito sentido. Além disso, se os EUA continuar insistindo na intervenção ativa no conflito, arriscarão entrar em confronto com Rússia, Turquia ou Irã.

Washington empreende passos perigosos na imaginativa ausência de ameaça direta para as forças norte-americanas. Como exemplo, o autor indica o último incidente ocorrido perto de Raqqa. Este envolvimento lento mais constante no conflito é muito perigoso. O Congresso dos EUA não declarou guerra ao Governo sírio e não tem obrigação de proteger os rebeldes sírios, lembra Bandow.

Ele destaca que Washington não tem interesses vitais na Síria e também não pode instaurar algum tipo de estabilidade no país. As ações pouco pensadas dos EUA na região podem fomentar a guerra de uma escala ainda maior em comparação com o atual conflito sírio, opina o autor.

A coalizão internacional liderada pelos EUA que "luta contra o Daesh" (organização terrorista proibida na Rússia) na Síria confirmou ter derrubado um avião sírio Su-22 na província de Raqqa após este ter supostamente lançado bombas próximo das posições da oposição síria (Forças Democráticas Sírias).

Os militares russos responderam com a suspensão da cooperação com o Pentágono que visava evitar incidentes no espaço aéreo sírio. Agora, a conversa amigável acabou. A aviação e drones da coalizão internacional serão seguidos e considerados alvos pelas unidades da defesa antiaérea russa, declarou o Ministério da Defesa da Rússia.

E depois que a Rússia afirmou que seus sistemas de defesa antiaérea mirariam e acompanhariam cada objeto voador, incluindo aviões e drones da coalizão liderada pelos EUA, que fosse detectado ao leste do rio Eufrates, sua zona de controle na Síria, os aviões da coalizão não mais se atreveram a cruzar os limites estabelecidos pelo Ministério da Defesa russo. 

"O piloto fica muito nervoso quando seu sistema de defesa a bordo começa a soar e piscar em vermelho, advertindo-o que está na mira de radares", explicou ao jornal russo Vzglyad o especialista militar Viktor Murakhovsky.

Uma coisa é bombardear os sírios indefesos e outra é se enfrentar em um combate com a Força Aeroespacial russa.

Fonte: Sputnik
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