Na Índia, nem guru consegue ajudar os pobres.

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Na Índia, nem guru consegue ajudar os pobres.

Mensagem por Cimberley Cáspio em Seg 26 Fev - 22:28

Por Cimberley Cáspio

O pobre não é pobre por opção, na maioria das vezes não. Mas em todo o tempo é perseguido, discriminado, desprezado, humilhado; e a sua morte é um conforto para os ricos, se não for um escravo doméstico em sua propriedade.

Se o pobre tiver sorte, pode ser convocado para a frente de batalha de uma guerra insana, a fim de morrer em defesa daqueles que os odeia. Mas se não há guerra, o pobre é somente estorvo, a presença incomoda o conforto dos ricos, o bairro dos ricos.

Mas sendo governo e tendo poder, por que não enviar a maioria para um lugar onde podem ser esquecidos e morrer sem lembrança? Assim é o governo da Índia. Um governo mau, que despreza a população desfavorecida, e sem nenhuma misericórdia por ninguém, principalmente crianças.



Os blocos sanitários pouco construídos levaram à morte sete pessoas em três meses, mas os políticos ainda não devem cumprir suas promessas de mudança.


Em favelas de Mumbai, 78% dos banheiros comunitários não possuem abastecimento de água, 58% não têm eletricidade e muitos não possuem portas adequadas. Fotografia: Alamy Foto De Stock



Se o pobre construir uma casa humilde perto, não tão perto, mas, a poucos quilômetros de uma área fluente, com certeza, as máquinas derrubarão as casas. Nada ficará em pé. E para onde vai? O governo hindu tá nem aí.


As casas ilegais perto do encanamento de água em Dharavi são demolidas em julho de 2017. Fotografia: Hindustan Times via Getty



A Índia é um grande importador de ouro, porém há uma concentração desumana de riqueza; e nada é distribuído com a população pobre do país.

As doenças geradas pela grande falta de saneamento básico tem sido um aliado forte do governo da Índia, matando grande parte da população desfavorecida do país, além claro, do acesso ao serviço básico de saúde praticamente não existir.

Mesmo morrendo um número significativo de pobres hindus no país, ainda há uma grande população viva e desesperada pelo básico: casa, trabalho, comida, água, escola e transporte. Mas esse básico para um pobre da Índia, é como ganhar na loteria. E assim, vão sobrevivendo na base do milagre divino. Expostos ao sacrifício máximo. O sacrifício de morar em péssima habitação, beber água contaminada com óleo combustível, andar grande distância para pegar um transporte, e escola para os filhos, nem pensar.


Jayshree Parkhe com suas quatro garotas. As crianças tiveram que abandonar a escola quando o barraco da família foi arrasado e foram transferidos para Mahul. Fotografia: Puja Changoiwala



O pobre que quiser ter o mínimo e tentar a sorte, terá que se dispor a ser escravo em uma propriedade de uma família fluente e suportar todas as humilhações impostas pelos patrões e filhos destes.

Devido a dificuldade de acesso à escola, a ignorância e o analfabetismo  é grande, fazendo com que essa população sacrificada busque fuga procurando guias espirituais na esperança de sair do buraco social em que se encontram. E muitas das vezes, a salvação são os eventos espirituais, onde tem chances de poderem se alimentar melhor e conseguir até uns trocados.

E se fugirem pra zona rural, terão que lidar com as monções, serpentes extremamente venenosas e tigres famintos.

Aonde tentar à sobrevivência? Perto dos ricos, enfrentando o ódio, desprezo e humilhação, ou, na zona rural? Escolha difícil.

Fonte: /www.theguardian.com/cities/2018/feb/26/mumbai-poor-mahul-gentrification-polluted

http://www.theguardian.com/global-develo...ndia-slums
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Cimberley Cáspio


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